E viu-se um grande sinal no céu: uma mulher vestida do sol, tendo a lua debaixo dos seus pés, e uma coroa de doze estrelas sobre a sua cabeça.
E estava grávida, e com dores de parto, e gritava com ânsias de dar à luz.
E viu-se outro sinal no céu; e eis que era um grande dragão vermelho, que tinha sete cabeças e dez chifres, e sobre as suas cabeças sete diademas.
E a sua cauda levou após si a terça parte das estrelas do céu, e lançou-as sobre a terra; e o dragão parou diante da mulher que havia de dar à luz, para que, dando ela à luz, lhe tragasse o filho.
E deu à luz um filho homem que há de reger todas as nações com vara de ferro; e o seu filho foi arrebatado para Deus e para o seu trono.
E a mulher fugiu para o deserto, onde já tinha lugar preparado por Deus, para que ali fosse alimentada durante mil duzentos e sessenta dias.
Todo o plano da redenção de Deus para a humanidade
esta baseada em uma nação semítica chamada Israel,
Israel é o objeto dos cuidados de Deus, Paulo
deixou isso bem claro a partir do capítulo 9 de Romanos até o capítulo 11, todo
o ardi de Satanás é contra um objetivo, o extermínio de Israel, ainda que
tenha ciência de que isto seja impossível, já que as promessas de Deus a Abraão
estão vivinhas ainda nos dias de hoje, pois Deus não muda em seus projetos e
ações, veja o que ele diz por intermédio do profeta Malaquias "por
que eu o Senhor, não mudo; por isso vós, ó filhos de Jacó, não sois
consumidos." O dragão é o Diabo, a mulher vestida do sol tendo a
lua debaixo de seus pés é Israel, ela tem sido motivo da fúria do adversário,
já que as profecias de Deus giram todas para e à partir de Israel, a maior
evidência profética do século XX para a nossa geração é o retorno da nação de
Israel onde encontramos à partir do profecia de Ezequiel no capítulo 37, penso que
ninguém queria o retorno de Israel para a sua terra natal, mas a soberania do
Deus de Jacó é indescritível neste quesito, Deus através de Israel nos
presenteou com a pessoa maravilhosa e bendita de JESUS CRISTO, observe no
versículo 5, a mulher da à luz um filho homem que há de reger as nações com
vara de ferro e quem regerá as nações com vara de ferro? A resposta esta no
mesmo livro, só que no capítulo 19 a partir do versículo 15, Jesus, ele regerá
as nações com vara de ferro, ou seja, com o cetro, o reinado esta em seus ombros
veja Isaías capítulo 9.6 "Porque um menino nos nasceu e um filho se nos deu
e o principado esta sobre os seus ombros, e se chamará o seu nome: Maravilhoso,
Conselheiro, Deus forte, Pai da eternidade, Príncipe da paz.
A lua e o sol é bem familiar em Gênesis na história
de José filho de Jacó
"E teve
José outro sonho, e o contou a seus irmãos, e disse: Eis que tive ainda outro
sonho; e eis que o sol, e a lua, e onze estrelas se inclinavam a mim."
O sol e a Lua são representadas na mulher como sendo Israel sem nenhuma sombra de dúvidas, à partir de um contexto bíblico nos versículos que foram já citados.
Corpo de voluntários russo-ucraniano irá combater na Síria
Vários milhares de homens já se inscreveram no corpo voluntário russo-ucraniano que está sendo formado para prestar ajuda ao presidente Assad, declarou o iniciador da formação do corpo, coronel reformado Serguei Razumovsky que encabeça a União Ucraniana de Oficiais Sem Casa.
Em meados de maio, Razumóvski fez um apelo em vídeo, exortando à formação do corpo de voluntários. Endereçou esse apelo a “todos os veteranos do serviço militar da União Soviética e a todos os oficiais russos e ucranianos”. Segundo o coronel, as autoridades da Ucrânia não reagiram a essa iniciativa.
Estamos vendo um forte movimento de tropas e navios de guerras no Mar Mediterrâneo principalmente da Russia e conforme o anuncio acima brota em nossas mentes os capítulos 38 e 39 do profeta Ezequiel a respeito do qual nos fala de uma confederação de nações que virão do norte e que atacaram a Israel, e isto esta se aproximando seu cumprimento, se pensarmos friamente perceberemos que esta plano já esta em andamento a muito tempo, Gogue vem fazendo alianças e as mesmas são os ganchos do qual Deus diz por intermédio do profeta no qual o Senhor os trará a terra de Israel o que ao meu ver esta muito próximo este acontecimento profético de Ezequiel, já que a Russia e seus satélites são protetorados destas nações, pegando por bases bíblica e proféticas se percebe com facilidade o envolvimento da Russia e do Irã no atual conflito, que possivelmente se estenderá por um bom tempo, o fornecimento dos temíveis mísseis antiaéreos s-300 de fabricação russa fornecidos à Síria será um estopim, pois os mesmos caindo em mãos de extremistas como o libanês Hisbolla, converterá em uma retaliação israelense de fato, já que todo o Israel estaria ao alcance destes mísseis e dificultaria um ataque a instalações de armas química da Síria o que todo o mundo ocidental esta atento aos movimentos desta temíveis armas de destruição em massa, mas sabe-se que na realidade o alvo não é a Síria e por incrível que pareça nem o Irã, já que com a queda da Síria, a bola da vez é o Irã, mas no fundo o alvo é Israel, vamos aos fatos.
A Russia esta com a sua frota estacionada na Síria mas especificamento no porto de Tartus, os países Árabes sunitas e que estão a leste de Israel tem uma grande frota de navios, não só americanos mas europeus, como são fatos que se desenrolaram no futuro fica meio difícil de opinar com exatidão, mas que o palco já esta armado isto é fato, quero crer que possivelmente haverá uma guerra localizada, mas que poderá se arrastar a nível mundial, se os EUA sairão vencedores desta situação, não se sabe ao certo, mas que a Russia sairá bem fortalecida é quase real, resumindo.
Possivelmente isso dará aos russos, com permissão divina chances para um ataque a Israel com auxilio das nações mencionadas em Ezequiel 38 e 39, claro que isso não acontece de uma noite para a outra, mas como sabemos os árabes muçulmanos tem uma teoria e principalmente o Irã xiita que o juízo final só vira quando houver uma guerra entre o mundo muçulmano e Israel e com a tão defendida primavera árabe se percebe que no lugar de governos moderados para com Israel esta se levantando governos radicais como no caso da irmandade muçulmana no Egito, Israel dentro de pouco tempo estará cercado de inimigos ferozes, mas faz plano de Deus, para trazê-los juntamente com a Russia contra Israel, olhando por este prisma vemos nações mencionada pelo profeta que em sua época possuíam alguns nomes que com o passar dos séculos vieram a mudar de nome, como é o caso da Pérsia que a mais fácil de se entender que seria atualmente o Irã, sabemos que este pais é inimigo ferrenho de Israel, Kushe é geograficamente a Etiópia, como acontecerá isto não sabemos, já que a Etiópia não é inimiga de Israel neste momento e também pode ser o Sudão que como sabemos é uma grande inimigo de Israel e aliado do Irã e da Rússia, Pute hoje sabemos que é a Líbia e conseguinte sempre foram inimigos de Israel, o que se sabe que todos os países muçulmanos em quase sua maioria são inimigos de Israel e se não são diretamente não tem representação diplomáticas...continua
Por tudo que sabemos a respeito do islamismo e em sua trajetória histórica se percebe facilmente que não é tão fácil distinguir entre o radical e o não radical, poderíamos citar como exemplo a Turquia como um simbolo de tolerância religiosa, mas sei que não tão fácil assim também, pois cristãos e judeus sofrem ferrenhas restrições na cultura turca, a justificativa para tudo isso esta enraizados nos dogmas desta religião, ou seja, em seus fundamentos ela já é anticristã e antissemita, não estou sendo radical com estas afirmações gostaria que o ignoto leitor assistisse a este vídeo e você entenderá um pouco deste comentário.
Nestes últimos eventos que aconteceram nas terras de Israel, pude perceber de uma maneira tão nítida
como a mídia é tendenciosa, em favor de uns contra os outros, sei que sempre será assim, mas até ai é tolerável, agora quando você só vê um como demonizado e outro como oprimido como tem sido o caso contra Israel é insustentável, mas fazer o que, o assunto aqui no caso não é este o meu foco, o quero compartilhar com todos, são as recentes tomadas de decisões por parte da ONU, em que querem partilhar uma terra que por mas de 3000 anos tem sido do povo Judeu e que os árabes por não se conformar com esta atitude criaram um povo totalmente árabe chamado Palestinos, que nada mais é que árabes enrustidos com o nome de palestinos, como é o caso dos sírios, libaneses, jordanianos, enfim os países árabes, mas penso e entendo como os judeus são perseguidos por todos neste mundo, são como que se fossem uma raça inferior, como pensava e defendia Hitler, esta mesma teoria esta engrossando nas mentes das pessoas nestes últimos anos e sei que esta situação ela é mística a suas raízes são espirituais nas mentes e nos corações das pessoas que não servem ao Deus de Abraão, de Isaque e de Jacó a nações Islâmicas atacaram à Israel no Armagedom
Na previsão do Armagedom, capítulos de Isaías 13 à 24 e 46 à 52 Jeremias fala do juízo de Deus em muitas nações. Essas nações são expressamente mencionados como Babilônia (Iraque), Elam (Irã), Assíria, Filístia (Gaza), Moabe (Jordânia), Damasco (Síria), Etiópia, Egito, Edom (Jordânia), Arábia, e de Tiro (Líbano) . Algumas dessas nações também são mencionados no Salmo 83. Com exceção dos assírios, todas essas nações são nações islâmicas e destinam-se a ser julgada por Deus. Mas qual é a razão para o julgamento de Deus sobre as nações? Zacarias e Joel nos diz muito especificamente o porquê. Estas nações tentará proceder contra Israel, com o objectivo de dividir Jerusalém entre eles e eliminá-los da face da terra.
Em Joel:
'' Pois eis que, naqueles dias, quando eu trouxer o cativeiro de Judá
e Jerusalém, que também reunirá todas as nações e trazê-los para o vale de Josafá, e
alegam com eles para o meu povo de Israel e do património, a quem elas espalharam entre os
nações e repartiram a minha terra.'' (Joel 4:1-2)
Note que Deus diz muito claramente que ele vai reunir as nações para julgamento por causa de seu
tratamento dado à Israel e seu povo e de sua terra. O contexto fala de todas as nações do Oriente Médio islâmicos ao redor de Israel,
"Não é segredo nenhum que o MUNDO ISLÂMICO tem uma enorme hostilidade ao “povo Judeu” e ao “estado de Israel”. Mas de onde isso vem? Isso não é normal. Basta alguém se CONVERTER ao Islã, o ÓDIO por Judeus e Israel será naturalmente incorporado no “novo entendimento” do novo-muculmano. (Religião pacifica?)
Eu nunca encontrei um muçulmano que tivesse uma opinião favorável a qualquer Judeu. Alias, eu já ouvi varias vezes eles dizerem: “um bom judeu é um judeu morto”. Os lideres dos paises muçulmanos proíbem seus cidadãos de visitarem Israel e acusam Israel de ser OPRESSOR. Mas quem são os que se explodem para “LIBERTAR” a “FILISTIA?” Porque eles se tornam homens bombas?" http://rafik-rafikresponde.blogspot.com.br/2010/04/por-que-os-muculmanos-odeiam-os-judeus.html
Sabemos que Jeruzalem seria uma pedra pesada para as nações como protizado por Zacarias:"2-Farei de Yerushalayim um copo que tirará o equilíbrio dos povos vizinhos. Mesmo Y´hudah será capturada no cerco contra Yerushalayim.
3-Quando esse dia chegar, farei de Yerushalayim uma pedra pesada para todos os povos.
Quem tentar erguê-la se ferira, e todas as nações da terra se unirão contra ela.
4-Quando esse dia chegar", diz ADONAI, "farei todos os cavalos entrarem em pânico, e seus montadores, atingidos com loucura; montarei guarda sobre Y´hudah, mas tornarei cegos todos os cavalos dos povos. Z´kharyah (Zacarias) 12.2-4 Bíblia Judaica Completa.
estamos vivendo dias em que as profecias bíblicas se cumpre com muita precisão e rapidez, todas as nações que tentam desmerecer ou acabar com Israel não se saem bem em nenhum cenário, Deus julgará todas as nações que se levantam contra Israel, atualmente na Europa as nações que mais odeiam Israel esta vivendo profunda crise econômica, as que estão se safando destas crises, são justamente as prós Israel, e foi justamento o Deus disse ao seu amigo Abraão, serei com os que forem ao seu favor e contra os que forem contra vocês.
B´ereshit (Gênesis) 12.3 "Abençoarei quem o abençoar; amaldiçoarei quem o amaldiçoar; por seu intermédio todas as família da terra serão abençoadas" Bíblia Judaica completa.
Quando em Israel as coisas vão bem, isto atinge todas as famílias da terra, ou seja, todas as nações gozam das bençãos advindas de Deus por Israel, como também se o mesmo estiver vivendo de opressão de seus vizinhos isso é refletido em todos os povos da terra, preste bem a atenção nestes detalhes, você já viram algum pais ser manchetes de jornais todos os dias??, como o é Israel! já viram um povo tão odiado como os israelenses, a tese hoje é que Israel "ocupou as terras que seriam dos palestinos" antes da criação do Israel moderno já que eles são milenares um dos ancestrais mais antigos da humanidade, era que eles queriam dominar o mundo, isto pelo fato de serem prósperos, você conhece judeu pobre? nem eu! os descendente diretos de Abraão vive a mesma promessa que ele viveu quando Adonai prometeu a terra a ele, ou seja, Abraão era possuidor da terra pois esta é a promessa e os Judeus que são seus descendentes diretos, gozam da mesma sorte ai cria-se como uma inveja da parte de seus oponentes, veio a existir até uma teoria da conspiração tendo como centro os Judeus, já ouve até um livro escrito com o nome de Sábios de Sião sendo um verdadeiro ultraje contra este povo, mas o que os homens em sua maioria não entende e creio que não entenderam, já que vivem segundo o curso deste mundo e o mesmo é influenciado pelo Diabo, o maior e mais terrível inimigo de Israel e da humanidade o alvo é Israel o Adversário esta a incitar as nações contra Israel, por que ele sabe que Israel é o objeto dos cuidados de Adonai ele quer ferí-los, mas não conseguirá riscar os Judeus do mapa como o déspota iraniano disse: porque quem tem a última e precisa palavra é Adonai e Ele tem em suas mãos o furor, o juízo com que julgará todas as nações que forem contra Israel, todos que tem se levantado contra este povo, tem literalmente quebrado a cara, veja como exemplo Hitler ele disse dê me 5 anos e vocês não conhecerão a Alemanha, a mente deste terrível homem era malévola, a única intenção dele era acabar com os Judeus da Alemanha e da Europa era varrer os Judeus do mapa, e o que aconteceu ao final dos anos que ele pediu??? Literalmente ninguém conhecia mais a Alemanha já que a mesma agora era só escombros foram ceifadas só de Judeus seis milhões, foi talvez a pedra fundamental para o recomeço de Israel como nação a exatos 65 anos atrás se cumpria as palavras que Adonai falou pelo ministério dos profetas Isaías e Ezequiel, o primeiro que o Senhor formaria em um só dia sua nação e o segundo que Adonai os congregaria das nações para a sua terra natal, as nações em sua maioria odeia os Judeus, mas se esquecem que Jesus era Judeu, as vezes as pessoas querem acreditar que quem matou Jesus foram os Judeus, mas na realidade quem matou Jesus foram os europeus que comandavam o mundo da sua época com o nome de Roma, os europeus só tinha um deus e este era o estado, mais Deus não se esqueceu do seu povo da sua herança e trará todos eles contra Jerusalém para entrar em juízo contra eles...continua.
Dando uma discorrida nos noticiários dos meios de comunicação, da para se perceber nitidamente que estamos na beira de uma grande guerra, ao meu ver será em escala mundial, penso que esta guerra na vai estourar na Ásia entre China e Japão e nem entre as Coreias, embora ambos países estão em guerra fria, mas acho quase que com certeza que será entre Irã e Israel, e uma guerra nesta proporções trará uma desestabilidade regional e possivelmente mundial, mas olhando com mais atenção vemos que o Irã em sua corrida desenfreada por energia nuclear e armamento também nuclear, o que eles negam com firmeza, mas se levar em consideração que o Irã é riquíssimo em petróleo, não dá, ou seja, qualquer um, com um pouquinho de informação sabe que eles querem e faram de tudo para ter o dito artefato, e eu sinceramente acho que eles teram, a bíblia diz no Livro do profeta Ezequiel capítulo 38 e versículo 14 e 16: "Por isso, o SENHOR DEUS me mandou falar em seu nome a Gogue e dizer a ele o seguinte:
_Naquele tempo quando o meu povo Israel estiver vivendo em segurança
15-E virá de seu lugar que fica no Norte distante. Você virá comandando um grande exército de soldados de muitas nações, e todos a cavalo. Como tempestade que passa pela terra, você atacará meu povo Israel.
16-Quando chegar a hora, eu o mandarei invadir a minha terra para que as nações fiquem sabendo quem sou e vejam minha santidade naquilo que estou fazendo por meio de você." (NTLH).
Alguns pontos interessante que não dá para passar despercebido nestes versículos é que Israel é um povo de DEUS e que Gogue saberá que Israel vive em segurança e ele vem acompanhado de uma coalizão de nações e um último fator interessante que DEUS mandará ele invadirem Israel para provar para as nações e para eles mesmos quem é DEUS, que Ele é fiel as sua promessas, e que com Ele não se brinca, Gogue é uma confederação de nações que nos últimos dias virão para invadir Israel e nesta confederação de nações temos a participação do Irã, da Líbia, da Turquia, do leste europeu e encabeçado pela Russia, e engraçado que estamos vivenciando isso nos dias atuais, ai DEUS diz através do profeta Ezequiel capítulo 38 vercículo 18-" O SENHOR DEUS diz:
_ No dia em que Gogue invadir Israel, eu ficarei furioso" olha isso, como DEUS cuida de Israel, alguém pode até perguntar, mas por que Israel, honestamente nem eu sei, isso é soberania dEle...continua.
Demonização de Israel alimenta antissemitismo, diz especialista
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MARCELO NINIO
DE JERUSALÉM
O atentado em Toulouse, na França, em que três crianças judias e um rabino foram executados por um muçulmano francês, mostrou que o antissemitismo está vivo na Europa, alimentado por islamitas radicais sob a cumplicidade de partes da mídia e dos políticos.
Esta é a avaliação do professor Robert Wistrich, chefe do Centro Internacional de Estudos do Antissemitismo, da Universidade de Jerusalém, e um dos maiores estudiosos do mundo no tema.
Em entrevista à Folha, ele disse que desde o Holocausto o antissemitismo sofreu uma metamorfose na Europa, e hoje a principal força por trás é o islã fundamentalista, ao qual pertencia o terrorista de Toulouse.
Folha - O atentado em Toulouse foi descrito por alguns como um ato de fanatismo isolado, por outros como parte da ascensão do antissemitismo na Europa. O que o sr. acha?
Robert Wistrich - Em minha opinião esse ato assassino se insere totalmente na lógica do jihad (guerra santa islâmica) contemporâneo. Em 1998, Osama bin Laden fez uma declaração, ignorada na época, em que dizia que o inimigo absoluto do islã é o que ele chamava de aliança entre judeus e cruzados, como ele se referia ao Ocidente cristão. Na época ninguém ligou. O mundo só começou a prestar atenção depois do 11 de Setembro.
Mas nos últimos dez anos nós vimos seguidos casos de ataques feitos por muçulmanos fanáticos e que muito frequentemente foram direcionados contra judeus e contra alvos não-judeus, como os atentados de Madri e Londres. Algumas vezes entre os atingidos também havia muçulmanos.
Esse tipo de ação não é novo. Talvez o único elemento novo nesses assassinatos de Toulouse seja a forma com que foi cometido, a sangue frio e direcionado contra crianças judias. Isso é o que causa mais choque. Foi um ato antissemita, mas também contra a França como símbolo do Ocidente.
Seu pretexto foi o envolvimento francês no Afeganistão e de que foi uma vingança pelas mortes de palestinos em Gaza, o que é uma ultrajante peça de propaganda. Mas é o tipo de propaganda que vem sendo engolida há tempos pela mídia ocidental.
Dudi Saad/Centro Vidal Sassoon
Robert Wistrich diz que o uso "distorcido" do termo genocídio cria justificação para o tipo de matança que ocorreu em Toulouse
Até a ministra do Exterior da União Européia, Catherine Ashton disse quase a mesma coisa no dia do atentado, ao comparar a ação em Toulouse com Gaza e com um acidente de trânsito na Suíça, em que crianças morreram.
O sr. quer dizer que a mídia e os governos europeus de alguma forma encorajaram esse tipo de ação?
Há anos observo na mídia europeia, e certamente na francesa, uma tendência de apresentar a autodefesa de Israel contra o terrorismo como um genocídio contra o povo palestino. Isso é uma distorção grotesca da palavra genocídio.
Se isso é repetido continuamente, cria-se uma justificação para esse tipo de matança, pois é exatamente assim que o criminoso justifica seus atos.
O que é perturbador é que as pessoas não vejam a conexão entre o atentado e o incitamento que é repetido por tantos anos, às vezes sutil, às vezes diretamente.
A Al Qaeda emitiu um comunicado afirmando que o terrorista pertencia à rede. Isso significa que há risco de novos atentados parecidos?
É claro que pode acontecer de novo. Há muitas semelhanças entre esse ataque em particular e outros exemplos, como os atentados em Londres e Madri, em que os terroristas eram muçulmanos nascidos na Europa. No caso de Toulouse, um cidadão francês de origem argelina.
Em todos os casos haviam recebido doutrinamento no Paquistão e no Afeganistão para se tornarem jihadistas. Pode acontecer na Espanha, na Alemanha e em qualquer país dentro ou fora da Europa, nos EUA ou na América Latina.
Infelizmente a polícia francesa não conseguiu capturar esse assassino vivo, para sabermos se fazia parte de uma rede terrorista. Um dos efeitos de a Al Qaeda ter sido desalojada de sua base no Afeganistão é que há células do grupo em diferentes países e elas se tornaram bem mais autônomas.
Com as conexões possíveis hoje graças à internet e outras tecnologias modernas, é possível agir por conta própria. São células motivadas pela ideologia da Al Qaeda e que não precisam de ninguém para lhes dizer o que fazer.
A palavra antissemitismo significa ódio aos povos semitas, que também incluem os árabes. O conceito precisa ser redefinido?
Há vinte anos eu defini o antissemitismo como "o mais antigo ódio". O meu argumento é que, de todos os tipos de ódio, e há muitos, o antissemitismo é o mais antigo. Remonta a 2 mil anos, a mesma idade da diáspora judaica.
O antissemitismo, embora tenha algumas semelhanças com ódio a estrangeiros, tem elementos específicos. É preciso cuidado para não se deixar confundir pelo infeliz termo "semitismo". Na verdade o certo seria usar o termo ódio antijudeu, ou judeofobia. Porque o semitismo não é um conceito lógico, é um termo racista que foi criado no fim do século 19 por antissemitas que não se referiam aos árabes.
Quando falavam de semitas se referiam aos judeus, mas queriam que seu ódio soasse de alguma forma mais respeitável ou científico, o que obviamente não é o caso. O que é particularmente perigoso no antissemitismo dos últimos cem anos e está muito vivo hoje, são as teorias conspiratórias. Que os judeus tem um plano para controlar o mundo, que controlam a mídia, os bancos, os governos, a política externa dos EUA, por exemplo.
Os judeus costumavam ser acusados de conspirar a favor do comunismo, mas isso saiu de moda.
Islamofobia e judeofobia tem origens comuns?
Do ponto de vista analítico é preciso fazer uma separação. Porque a islamofobia, como diz o termo, é o medo do islã como religião, principalmente. Não nego que haja medo e ódio ao islã, e que ele está crescendo. Ações como a de Toulouse certamente vão intensificar esse sentimento. Isso não justifica o ódio aos muçulmanos, porque a maioria deles obedece à lei e certamente não se identificam com essas ações.
O problema é que há grupos muçulmanos fanáticos que propagam essas doutrinas fundamentalistas que descrevem todos os não-muçulmanos como hereges e inimigos do islã. O antissemitismo tem origens bem diferentes, porque é baseado na fantasia do judeu, no judeu imaginário, na imagem do judeu herdada de séculos de história, e que continua viva.
É uma expressão muito mais potente de ódio. Apesar disso, há casos em que os ódios são paralelos. E talvez esse evento em Toulouse seja o caso, porque o assassino alvejou judeus e também soldados muçulmanos que considerava traidores do islã. Não é o mesmo que matar crianças judias, mas há um paralelo.
Em movimentos fascistas há pessoas que odeiam tanto judeus como muçulmanos, porque são vistos como estranhos a sua cultura, mas não é o mesmo tipo de ódio.
Em relação aos judeus há uma suspeita, embora eles sejam em número muito menor que os muçulmanos. Hoje há entre 35 e 40 milhões de muçulmanos na Europa e apenas um milhão de judeus. E ainda assim, o antissemitismo, em muitos países, é provavelmente mais forte que a islamofobia.
Segundo as estatísticas, num país como a França, nos últimos cinco ou seis anos, o número absoluto de ataques antissemitas foi muito maior que os ataques racistas em geral e contra os muçulmanos. E há dez vezes mais muçulmanos na França do que judeus.
Há paralelos entre o antissemitismo na Europa de antes do Holocausto e de hoje?
Hoje é bem mais sutil. O tipo clássico de antissemitismo, que existia em quase toda a Europa antes do Holocausto, foi para o subterrâneo. Aos poucos começou a reaparecer na superfície, na vida social, em conversas privadas.
Eu lembro porque cresci na Europa e era muito visível na escola, até na universidade, mas não era politicamente ativo porque não era respeitável. E isso tem a ver com o Holocausto e com o estabelecimento de Israel, que no começo era visto positivamente em muitos países da Europa.
Essas reações mudaram e o antissemitismo tradicional passou por uma metamorfose, em que foi absorvido sob o rótulo de hostilidade a Israel.
A maior razão para isso é que não há lei em nenhum país contra ataques a Israel, mesmo de forma difamatória. Se alguém ataca judeus, chama alguém de judeu sujo em público, por exemplo, em muitos países pode até ser preso. Se for um político, pode ser o fim de sua carreira. Mas você pode demonizar o sionismo ou Israel o quanto quiser e não há punição nem condenação. Você pode até ser aplaudido por isso.
As pessoas que tem fortes sentimentos contra judeus, acharam a cobertura perfeita.
Ativistas pró-arabes dizem que deve-se separar as críticas a Israel do antissemitismo. Como o sr. faz a distinção?
Claro que dizem isso. Se admitirem que tem algum elemento antissemita no que fazem, isso teria um impacto negativo. Por isso, é imperativo negar. Mas eles não entendem necessariamente o que estão fazendo.
Se você constantemente demoniza um Estado em que a maioria da população é de judeus, você está de alguma forma fazendo uma difamação do povo judeu, é inescapável. Se você prega o fim desse Estado, na verdade está pregando um novo genocídio.
Essa não é uma forma de deslegitimar as críticas a Israel?
Pela minha experiência de viver neste país e conhecendo muitas pessoas envolvidas em muitas dimensões, nunca encontrei um israelense que chama alguém de antissemita por que criticou Israel. Às vezes israelenses reagem a críticas injustas de forma emotiva e as chamam de antissemita, mas é uma minoria.
O sr. escreveu que o antissionismo é hoje a forma mais perigosa de antissemitismo? Por quê?
Um dos elementos mais fortes do antissemitismo moderno, seja nacionalista, marxista-leninista ou árabe-islâmico é que eles acreditam em uma conspiração judaica. Já foi contra o cristianismo, contra a cultura nacional, contra a economia, todo tipo de coisa.
Antissemitas acreditam em uma conspiração judaica. Mas a verdade sempre foi que a única conspiração que existiu até hoje foi uma conspiração antissemita, para remover, expulsar ou matar judeus. Às vezes é uma conspiração real, às vezes é imaginária. Mas faz parte de um desejo de alvejar os judeus e isso é deliberado, não é espontâneo.
Muitas pessoas comuns em países onde há hostilidade contra Israel ou judeus, não compartilham esse sentimento, mas quando há uma campanha orquestrada de desinformação cria-se hostilidade. Isso se chama incitamento. E há muito disso acontecendo pelo mundo hoje. Israel tem que se defender de todo tipo de falsas acusações, que são feitas quase todo dia.
Qual a principal força por trás do antissemitismo hoje?
O islamitas, onde quer que estejam, seja a Irmandade Muçulmana do Egito ou em outras partes do Oriente Médio, sejam os jihadistas estilo Al Qaeda, seja o islã wahabista da Arábia Saudita, que com seus petrodólares construiu mesquitas e centros comunitários pelo mundo, seja os pregadores do ódio locais, supostamente baseados no Corão, mas eles também falsificam o Corão. Esses são os mais ativos, violentos e assassinos tipos de ódio hoje.
Mas há muitas outras forças. Existe a cumplicidade de esquerdistas, que dizem ser apenas contra Israel, mas com frequência apoiam esses grupos, como Hamas e Hizbollah, em manifestações. Toda vez que há uma guerra ou um confronto no Oriente Médio, como a guerra de 2009 em Gaza, ou a segunda guerra do Líbano em 2006, vemos esses esquerdistas gritando "Israel assassino" e apoiando os elementos islamitas radicais.
Há também a extrema direita, com uma forma mais tradicional de antissemitismo e muitos deles são também islamofóbicos.
Há ainda um quarto tipo, que é particularmente insidioso e muito raramente identificado apropriadamente, que é o neoliberal, um tipo de antissemitia "iluminado", que não apenas é veementemente contra Israel por causa de suas políticas, mas que ataca a própria base do país, questionando por que deveria haver um Estado judeu.
Tratam o judaísmo de forma derrogatória, falam sobre a Bíblia como se fosse um manual para o genocídio, julgam Israel de uma forma que jamais julgaria outro país. E isso é feito por liberais, que dizem ser defensores dos direitos humanos, de liberdades individuais. Mas que aplicam um padrão especial para Israel que não usam para julgar nenhum outro país.
Israel é o único país cujo fim é desejado abertamente. Qualquer um que declara que Israel deve desaparecer ou que é a causa de todos os problemas do Oriente Médio, ou que Israel foi um erro histórico, na minha opinião está na verdade sendo cúmplice de um genocídio potencial.
Dizer que Israel foi um erro constitui antissemitismo?
Se você diz sobre um Estado já existente, com uma população de 7 milhões, que ele é um erro, você está implicitamente dizendo que não deveria estar lá. Algumas pessoas são mais explícitas, dizendo que é preciso contribuir para o seu desaparecimento, isso para mim é não só uma calúnia, é muito mais sério, porque diz que um Estado não tem o direito moral de existir, e por isso é uma forma de incitamento e pode levar a resultados terríveis.
Neste sentido eu acho que é antissemita e pode alimentar o antissemitismo, porque se alguém diz que foi um erro está basicamente culpando-o por tudo o que deu errado na região. E também singulariza Israel, porque as pessoas que falam isso nunca falam dos países vizinhos, isso é um erro histórico.
A Jordânia, por exemplo, é em muitos sentidos um Estado muito mais artificial que Israel, mas ninguém fala que é um erro histórico, não falam sobre a Síria, o Egito, ou qualquer outro país. Embora não seja o antissemitismo tradicional, em última análise, alimenta a mesma coisa, o desaparecimento dos judeus, recusar a sua existência coletiva.
Crítica a Israel é algo praticado todos os dias dentro do país. Todos criticam, incluindo eu. Não há um único dia sem que critiquemos algum aspecto da sociedade, seja a cultura, ou o governo. Mas isso é prática democrática normal. Mas quando uma pessoa nega a existência de Israel não tem nada a ver com crítica.
As pessoas que criticam as políticas de Israel, tudo bem, não há nenhum problema, contanto que elas apliquem o mesmo julgamento para outros países. Eu estou falando de atitudes e reações e declarações e ações que buscam negar a existência de Israel como Estado.
Israel foi criado para proteger os judeus do antissemitismo. Acabou virando motivo de antissemitismo?
Há uma ironia histórica, mas não trágica, porque a mais importante conquista de Israel em relação a seu objetivo original foi pôr um fim às verdadeiramente trágicas condições dos judeus na véspera do Holocausto e durante, em que eles eram impotentes.
Quando os alemães e depois seus colaboradores decidiram que iriam exterminar os judeus da Europa, não havia nada que eles pudessem fazer, porque não tinham um Estado, um território, um Exército, qualquer existência política.
Neste sentido, apesar de Israel ser o foco de outro tipo de antissemitismo hoje, não é exatamente o mesmo tipo de 70 anos atrás, é um ponto relativamente pequeno diante do fato de que Israel pode se defender, o que o povo judeu não podia fazer há 70 anos.
As ações do governo israelense citadas pelos terroristas, como a ocupação dos territórios palestinos, contribuem para o aumento do antissemitismo?
Eu categoricamente rejeito, com base em anos de pesquisa, a proposição de que há uma conexão real entre ocupação e antissemitismo.
Há só uma ligação: essa foi a principal fonte da campanha de desinformação e intoxicação promovida pelos palestinos e árabes na opinião pública internacional, fazendo com que Israel seja continuamente condenado. No chamado Conselho de Direitos Humanos da ONU, 75% de todas as condenações são direcionadas contra um pequeno país, cujo desrespeito aos direitos humanos é minúsculo se comparado aos abusos em grande escala cometidos todo dia no Oriente Médio e outras partes do mundo, que nunca são discutidos.
Nesse sentido, a ocupação, indiretamente, alimenta o antissemitismo. Mas acho que não é a razão, porque o antissemitismo palestino existia bem antes da guerra de 1967. E se você ouvir as declarações vindas do mundo árabe nas semanas anteriores à Guerra dos Seis Dias, quando não havia territórios ocupados, você percebe que o objetivo era a aniquilação do Estado judeu. Muito da retórica era antissemita. Isso não mudou.
Se amanhã Israel sair dos territórios amanhã, nada mudará?
O que mudará, e isso poderá surpreendê-lo e chocar certas pessoas, mas estou absolutamente convicto disso, é que se Israel cometer esse erro gigantesco, cujo único resultado seria tornar uma guerra total no Oriente Médio mais provável, acredito que teríamos, num curto prazo, uma intensificação da retórica de demonização.
Toda vez que Israel se retirou de qualquer território nos últimos 20 anos, não houve fim para o incitamento. Saímos do sul do Líbano apenas para que o Hizbollah, que é uma organização profundamente antissemita, tomasse o controle do sul do Líbano, e hoje de todo o país.
A retirada de Gaza criou o "Hamastão", o Estado do Hamas, que em sua constituição tem vários parágrafos antissemitas. Alguns até baseados nos Protocolos dos Sábios do Sião [texto forjado na Rússia czarista descrevendo uma conspiração judaica para controlar o mundo], cujo objetivo é varrer Israel do mapa, assim como o Irã faz há trinta anos. Esses grupos estão esperando mais uma retirada, porque qualquer concessão de Israel será vista como sinal de fraqueza e levará a uma guerra total de consequencias desastrosas.